Somos Porto!

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domingo, 22 de maio de 2016

RECUPERAÇÃO FANT´STICA TERMINOU COM DESILUSÃO NOS 11 METROS

​André Silva bisou nos descontos e Dragões foram melhores no prolongamento, mas o SC Braga foi mais feliz nos penáltis

O FC Porto deixou fugir este domingo a oportunidade de conquistar a Taça de Portugal, após perder frente ao Sporting de Braga no desempate por grandes penalidades (4-2), na final disputada no Estádio do Jamor. Rui Fonte (12m) e Josué (58m) deram vantagem aos bracarenses, que André Silva reacendeu com dois golos, o segundo dos quais já nos descontos. O prolongamento foi totalmente azul e branco e foi com uma boa dose de injustiça que a equipa que jogou no erro do adversário e menos procurou o golo acabou por triunfar. Os Dragões ficaram a 11 metros da Taça, marca na qual Herrera e Maxi permitiram a defesa de Marafona, face ao acerto total do Sporting de Braga.

Em relação ao último onze apresentado, há oito dias, frente ao Boavista, José Peseiro promoveu três alterações, chamando ao onze Helton, como já tinha sido anunciado, Sérgio Oliveira e Brahimi. Até foi o FC Porto que entrou melhor, conquistando o domínio territorial e ganhando dois cantos, mas Rui Fonte aproveitou uma hesitação entre a defesa dos Dragões e o guarda-redes Helton e o Sporting de Braga abriu o marcador, aos 12 minutos. Até ao intervalo os azuis e brancos mantiveram a maior parte da posse de bola, mas encontraram muitas dificuldades para definir bem as jogadas de ataque. Sem bola, os minhotos juntavam bem as linhas, se necessário em pouco mais de 20 metros, e procuravam depois lançar os contra-ataques. Em resumo, a única verdadeira situação de perigo da primeira parte, resultante de uma má abordagem dos portistas, deu golo.

Ao intervalo, Peseiro lançou Rúben Neves para o lugar de Chidozie, recuando Danilo para o centro da defesa e procurando uma melhor troca e saída de bola do FC Porto. Durante os primeiros 12 minutos do segundo tempo, os azuis e brancos dominaram por completo, remetendo o Sporting de Braga ao pontapé para a frente. Herrera esteve perto do empate, com um remate cruzado de pé esquerdo, mas na resposta, aproveitando uma perda de bola de Marcano, Josué fez o 2-0. Os bracarenses já tinham preparado a entrada de Stojiljkovic, para reforçar o meio-campo, mas foi já com ele em campo os Dragões fizeram o 2-1, por André Silva, após um primeiro remate de Brahimi. Foi um grito de revolta da equipa, que contudo não teve continuidade nos minutos seguintes.

O adversário congelou ao máximo o jogo, mas os portistas, com mais coração do que cabeça, nunca desistiram e foram lançando todas as duas armas: André André primeiro, depois Aboubakar, que se juntou a André Silva na frente de ataque. Mas seria já depois dos 90, na sequência de um canto, com Helton na grande área contrária, que os portistas chegaram ao empate, graças a um pontapé de bicicleta de André Silva, após cruzamento em esforço de Herrera. As fundações do Jamor quase foram abaladas com a festa e, no prolongamento, o domínio azul e branco foi total. Os bracarenses revelaram desgaste físico e anímico e os portistas estiveram próximos do golo em várias ocasiões, em especial no último minuto, quando André Silva perdeu o 3-2, que seria ainda o hat-trick.

Mas o futebol é mais cruel do que justo: Nos penáltis, Layún fez o 1-0, Pedro Santos o 1-1, Marafona defendeu o remate de Herrera, Stojiljkovic fez o 1-2, Rúben Neves o 2-2, Hassan o 2-3, Marafona defendeu o remate de Maxi e, por fim, Marcelo Goiano fez o 2-4. Fica a certeza de que não há réus neste desaire, pois nada se pode apontar ao empenho dos portistas.

in: www.fcporto.pt

sábado, 14 de maio de 2016

MARCAR CEDO PARA TERMINAR A GOLEAR

MARCAR CEDO PARA TERMINAR A GOLEAR


Vitória por 4-0 sobre o Boavista, num jogo que culminou com a estreia a marcar de André Silva pela equipa principal

Foi com um golo madrugador, no primeiro jogo matinal da Liga NOS, que o FC Porto abriu a goleada sobre o Boavista, na partida que encerrou a participação na edição 2015/16 da prova. Danilo, Layún e Brahimi (de penálti) marcaram os primeiros três tentos, mas a cereja sobre o bolo foi mesmo o 4-0, convertido por André Silva, que assim se estreou a marcar na equipa principal, ao 13.º jogo. As duas equipas não tinham grandes objetivos (os azuis e brancos já não podiam sair do terceiro lugar, os axadrezados já tinham a permanência garantida) e José Peseiro continuou a preparar a final da Taça de Portugal, dando minutos a jogadores que retomam o ritmo após problemas físicos, como Marcano, Layún, André André e Evandro. A equipa ganhou um pouco mais de confiança, tendo igualado o resultado mais avolumado da temporada em casa (tal como nas receções a Nacional eBelenenses), muito graças a uma boa segunda parte.

Antes do apito inicial, houve uma merecida homenagem ao plantel do FC Porto B, campeão da Segunda Liga. Quanto ao jogo em si, José Peseiro colocou desta vez no onze Casillas, Danilo, Herrera e Corona, prosseguindo assim com a política de rotatividade dos últimos jogos, a oito dias da final da Taça de Portugal. E foi precisamente Danilo, um dos regressados à titularidade, a fazer o primeiro golo, logo aos 11 minutos: o médio aproveitou um ressalto na grande área boavisteira, após canto curto na esquerda do ataque portista, e executou rapidamente, rematando sem hipóteses para Mika. O 1-0 foi resultado de uma boa entrada em campo, que se foi desvanecendo com o passar dos minutos e a boa reação dos forasteiros, que chegaram com algum perigo junto da baliza de Casillas, nomeadamente aos 28, quando o espanhol desviou para canto o forte remate de Mesquita. Do lado dos Dragões, houve perigo noutro canto, em que Chidozie cabeceou por cima, em boa posição.

No regresso do intervalo, o FC Porto surgiu com Rúben Neves e Brahimi nos lugares de Danilo e Corona. E foi igualmente aos 11 minutos, mas agora da segunda parte, que os portistas chegaram ao 2-0: André Silva trabalhou bem e assistiu Layún, que, na passada, rematou colocado e apontou o seu sexto golo com a camisola dos Dragões e quinto na Liga NOS. Neste segundo tempo, os azuis e brancos não caíram de produção após o golo e tiveram uma prestação consistente, com mais posse de bola, controlo sobre o adversário e ocasiões de perido. Brahimi, em três ocasiões (aos 58, com um chapéu de abas demasiado largas, 76 e 78) esteve perto do terceiro, que acabou por concretizar de grande penalidade, após falta Ruben Ribeiro sobre Maxi. Aos 88, surgiu o tal momento que André Silva procurava: lançado por Brahimi, contornou Mika e atirou para a baliza.

Cumpriram-se assim duas tradições: há dez anos que os Dragões vencem o último jogo na Liga e há muito que dominam nos dérbis com o Boavista: foi o 45.º triunfo caseiro, contra dois do Boavista.

in: www.fcporto.pt

sábado, 7 de maio de 2016

ORGULHO RECUPERADO EM VILA DO CONDE



FC Porto venceu o Rio Ave (3-1) com golos de Layún, Sérgio Oliveira e Varela, no jogo da 33.ª jornada da Liga NOS​​​

O FC Porto regressou às vitórias na Liga NOS, ao bater este sábado o Rio Ave por 3-1, na penúltima jornada da Liga NOS. O golo sofrido logo aos cinco minutos de jogo não perturbou os Dragões que, com as contas fechadas no campeonato e a jogarem apenas pelo orgulho, deram a volta ao resultado com golos de Miguel Layún (de grande penalidade), de Sérgio Oliveira e Silvestre Varela. E assim cumpriu-se a tradição em Vila do Conde, onde os portistas apenas perderam por uma vez em toda a sua história - já lá vão mais de 12 anos.

​​José Peseiro apresentou um 11 com cinco portugueses e sete alterações relativamente àquele que iniciou o clássico da jornada passada, com o Sporting. À luz da teoria da rotatividade implementada na baliza desde a deslocação a Coimbra, Helton foi o dono das redes, tendo pela frente uma defesa em que se mantiveram Maxi e Chidozie e à qual regressaram Layún e Marcano, recuperado de uma lesão que o afastou dos relvados durante cerca de dois meses. No meio-campo, Sérgio Oliveira foi o único resistente, tendo desta vez a companhia de Rúben Neves e de André André, que já não era titular desde o início de março, no jogo em Braga, depois de ter sido suplente utilizado nas duas jornadas anteriores. As despesas do ataque ficaram por conta de Brahimi, Varela e André Silva, que ocupou o lugar que na semana passada tinha sido de Aboubakar.​

Do lado dos vila-condenses, a lutar por um lugar que dê acesso às competições europeias na próxima época, a aposta do treinador Pedro Martins numa equipa que jogava num bloco médio/alto, com nítida propensão ofensiva, teve a primeira consequência prática quando estavam decorridos apenas cinco minutos. O ex-Dragão Hélder Postiga aproveitou uma bola perdida no meio-campo defensivo portista e, de fora da área, atirou forte e colocado para adiantar o Rio Ave no marcador na primeira vez e única vez que rematou à baliza na primeira parte. O golo serviu de despertador para o FC Porto, que gradualmente foi assumindo o controlo das operações, acentuado a partir dos 20 minutos, quando Layún converteu com êxito uma grande penalidade, que castigou um empurrão de Edimar a André Silva. O jogo empatava e desequilibrava-se a favor dos azuis e brancos, com mais posse de bola, mais iniciativa atacante, mas com dificuldades em ultrapassar a organizada defesa da formação de Vila do Conde.

O intervalo não mudou muito a corrente do encontro. O FC Porto continuou dominador, mas passou a rematar mais e a chegar mais depressa e com mais perigo à área contrária. Brahimi deu o primeiro sinal, quando levou a bola a rasar a barra da baliza vila-condense num livre direto resultante de uma falta cometida por Wakaso que, aliás, lhe devia ter valido a amostragem do segundo cartão amarelo por parte do árbitro Bruno Paixão. Logo a seguir, foi Sérgio Oliveira quem voltou a ameaçar o segundo golo num portentoso remate de fora da área negado por Cássio com uma não menos vistosa defesa. Estava dado o aviso para o que aconteceria escassos minutos depois, num lance quase tirado a papel químico do anterior, desta vez, porém, com um final feliz: o míssil disparado pelo médio português só parou no fundo da baliza do Rio Ave e consumou a reviravolta no resultado (57m).

O Rio Ave ainda esboçou uma reação, subiu ligeiramente as linhas, mas nunca foi capaz de assustar Helton. O FC Porto, pelo contrário, continuou à procura do terceiro golo, que até podia ter surgido num remate de Maxi que não passou longe do alvo, mas que só apareceu a três minutos dos 90. Desmarcado de forma perfeita pelo lateral uruguaio, Varela atirou cruzado ao segundo poste e fixou o resultado final de um jogo que também assinalou o regresso à competição de Evandro, após uma paragem de dois meses por lesão. José Peseiro ganha assim mais uma opção a duas semanas da final no Estádio do Jamor, onde o FC Porto tem na mira a conquista da sua 17.ª Taça de Portugal.

in: www.fcporto.pt

sábado, 30 de abril de 2016

CASTIGO MÁXIMO NO CLÁSSICO

Derrota por 3-1 na receção ao Sporting, num jogo em que ficou por marcar um penálti gigantesco a favor dos Dragões

O FC Porto perdeu por 3-1 frente ao Sporting, no último clássico da época, no Estádio do Dragão, mas o resultado foi um castigo demasiado duro para os azuis e brancos, que jogavam apenas pela honra (o terceiro lugar será a classificação final na Liga NOS), enquanto os lisboetas se mantêm na luta pelo título. A partida foi aberta e os azuis e brancos poderiam ter-se colocado na frente do marcador, mas acabaram por sofrer golos aos 23 e 44 minutos, este último já depois de Herrera ter feito o 1-1, de grande penalidade. Na segunda parte, ficou por marcar um penálti mais do que evidente sobre Aboubakar - só Artur Soares Dias não o terá visto no estádio - e os forasteiros acabaram por resolver o jogo já nos últimos cinco minutos.

A primeira parte foi disputada a um ritmo elevado, com várias oportunidades de golo para ambas as formações, que não se dedicaram a especular: desde o primeiro minuto, procuraram a baliza adversária. A história dos primeiros 45 minutos de uma partida de domínio repartido contam-se com as situações de perigo e os golos: os lisboetas tiveram o primeiro lance aos cinco minutos, com João Mário a atirar por cima, mas logo depois Herrera acertou no poste, após cruzamento de José Ángel, e, aos 18 minutos, Aboubakar atirou por cima, após uma bola ganha de cabeça por Sérgio Oliveira. O camaronês esteve bastante ativo e poderia também ter marcado antes num lance em que se isolou, aos 13, mas o árbitro assinalou uma falta inexistente sobre Coates.

O Sporting fez o primeiro golo aos 23 minutos, por Slimani, após jogada de João Mário, e o argelino poderia pouco depois ter feito o segundo, mas Casillas efetuou uma grande defesa, aos 32. Logo no minuto seguinte surgiu o penálti convertido por Herrera, a castigar falta de Coates sobre Brahimi. Os Dragões poderiam ter dado a volta ao resultado logo a seguir, com Herrera, isolado por Brahimi, a rematar ao lado. Após tanta emoção e tantos lances perigosos, o jogo encaminhava-se para um (justo) empate ao intervalo, mas um cabeceamento poderoso de Slimani, aos 44, após centro de Bryan Ruiz, permitiu aos leões irem para o descanso em vantagem, por 2-1.

Nos primeiros cinco minutos da segunda parte, o FC Porto criou logo duas oportunidades de golo: primeiro foi Maxi, aos 47 minutos, a obrigar Rui Patrício a uma defesa à queima-roupa, na sequência de um lance em que também há um toque suspeito sobre Corona na área; aos 50, Sérgio Oliveira acertou na barra, na marcação de um livre direto frontal. Os Dragões apareciam mais agressivos e o Sporting mais cauteloso, sendo porém capaz de controlar o encontro nos minutos seguintes. No entanto, aos 67, ficou por marcar uma falta do tamanho do mundo, na grande área do Sporting, cometida por Coates, que seria expulso, nas costas de Aboubakar. O encontro ficaria por certo relançado, mas acabou por ser decidido já nos últimos minutos, com um golo de Bruno César, numa bola em que Casillas - que tinha antes feito uma defesa monumental a remate de Slimani - foi infeliz.

in: www.fcporto.pt

sábado, 23 de abril de 2016

REAÇÃO "À PORTO" DEU A VOLTA À BRIOSA


​Dragões estiveram em desvantagem mas bateram a Académica (2-1), em Coimbra, na 31.ª jornada da Liga NOS

​O FC Porto venceu este sábado a Académica (2-1), em Coimbra, em jogo referente à 31.ª jornada da Liga NOS. Os Dragões até estiveram a perder, depois de Pedro Nuno ter dado vantagem aos estudantes (25m), mas Rúben Neves (38m) e Brahimi (66m) consumaram a reviravolta portista no marcador.

Confirmando-se a previamente anunciada troca na baliza, na qual Casillas deu o lugar a Helton, o FC Porto entrou melhor no encontro e rapidamente se instalou no meio-campo da Académica, que só através de transições rápidos conseguiu importunar os Dragões ao longo da primeira parte. Já depois de Rúben Neves (1m), Maxi Pereira (12m) e Varela (17m) terem ameaçado as redes defendidas por Pedro Trigueira, a Académica inaugurou o marcador no primeiro remate que fez. Aos 25 minutos, numa cobrança irrepreensível de um livre direto à entrada da área, Pedro Nuno deu vantagem aos estudantes e contrariou aquilo que tinha sido a corrente do jogo até aí.

Os azuis e bancos não se deixaram intranquilizar e estabeleceram a igualdade com umgolaço de Rúben Neves, que encheu o pé após assistência de Sérgio Oliveira e fuzilou as redes de Pedro Trigueira sem deixar cair a bola (38m). Um assomo de força e crença que devolveu o FC Porto ao jogo no caminho para o intervalo, ao qual as duas chegaram em igualdade nos remates certeiros. Ora, o segundo tempo começou da mesma forma que o primeiro, com ascendente portista e lances de frissom junto da baliza da Académica. Sérgio Oliveira (53m) e André Silva (56m) deram o mote para a reviravolta, consumada por Brahimi com alguma sorte à mistura.

Lançado minutos antes por José Peseiro, o internacional argelino cruzou de trivela para André Silva, mas o desvio em Hugo Seco e a ação do jovem avançado portista ajudaram a desfeitear Pedro Trigueira e a dar vantagem ao FC Porto pela primeira vez no encontro (66m). Já com André André de regresso à competição, Corona ficou a milímetros do 3-1 e por pouco não sentenciou a partida (79m), que poderia ter conhecido outro desfecho se o remate traiçoeiro de Nii Plange não tivesse saído ligeiramente por cima (89m). Ainda assim, o triunfo não mais fugiu aos Dragões, o segundo consecutivo no campeonato depois da goleada ao Nacional (4-0), na ronda anterior.

in: www.fcporto.pt

segunda-feira, 18 de abril de 2016

REGRESSO ÁS VITÓRIAS COM GOLEADA


Varela, Herrera, Danilo e Aboubakar marcaram os quatro golos na receção ao Nacional

O FC Porto regressou às vitórias na Liga NOS, após dois desaires consecutivos, com uma boa exibição na receção ao Nacional (4-0). Não há mal que sempre dure e, tal como já tinha referido José Peseiro, era impossível continuar a falhar tantas oportunidades de golo como nos últimos jogos; desta vez, os azuis e brancos chegaram ao 2-0 logo aos nove minutos e continuaram depois a dominar uma partida que até poderiam ter vencido por uma margem bem mais gorda do que quatro golos. Peseiro apresentou algumas novidades no onze face ao jogo em Paços de Ferreira, com destaque para a estreia no onze inicial, na Liga NOS, de André Silva, e para o regresso de Rúben Neves, recuando Danilo para central. As mexidas parecem ter dado vitalidade à equipa frente a um rival tradicionalmente difícil, que só é superado pelo Benfica (nove) no que diz respeito aos pontos conquistados no Dragão, desde a sua inauguração.

Varela abriu o marcador com uma bomba, aos dois minutos, e fica por saber se terá sido causa ou consequência da boa exibição do FC Porto, que se mantém no terceiro lugar, com 64 pontos. Provavelmente, terá sido um pouco das duas coisas: a equipa demonstrou desde o primeiro segundo agressividade e vontade de jogar rápido e ao primeiro toque e o 1-0 foi consequência disso mesmo; por outro lado, o remate de pronto de Varela (de pé esquerdo, à entrada da área, no seu primeiro golo desde a jornada inaugural da Liga, em Agosto) funcionou como detonador. O futebol vivo e alegre dos Dragões prosseguiu, especialmente até aos 20, e o 2-0 surgiu aos nove minutos: tudo começou numa recuperação de bola de Rúben Neves, a jogada desenvolveu-se rapidamente e a bola chegou a Herrera na esquerda, que rematou cruzado e sem hipóteses para Rui Silva. O guarda-redes seria ainda forçado a uma defesa apertada, aos 18 minutos, após cabeceamento de André Silva.

Após o arranque fulgurante dos Dragões, os madeirenses foram acertando agulhas e obrigaram pela primeira vez Casillas a esforçar-se aos 20 minutos, após um pontapé de longe de Aly Ghazal. O ritmo da partida diminuiu, mas o FC Porto continuou a dominar e a criar oportunidades de golo, particularmente entre os minutos 33 e 37, em que André Silva e Corona estiveram perto do terceiro golo. O mexicano viu um cruzamento seu desviado para o poste por Hichem, que depois entrou com tudo sobre o portista, num lance duvidoso, em plena grande área; pouco depois, triangulou com Maxi e Sérgio Oliveira, e Rui Silva voltou a efetuar uma excelente defesa. O FC Porto marcava pela primeira vez esta época dois golos na primeira parte de um jogo caseiro da Liga NOS.

Na segunda parte, não houve reação dos forasteiros, por culpa do FC Porto, que nunca se desligou nem perdeu a intensidade. O duelo com Rui Silva continuou, com Herrera (55 minutos) e André Silva (67) - que bem merecia o golo, por todo o trabalho que efetuou - a verem o guardião evitar o terceiro golo, que surgiu mesmo da cabeça de Danilo, na sequência de um pontapé de canto estudado, em que Varela serviu Corona de calcanhar para um cruzamento perfeito para a cabeça do português. O jogo estava mais do que decidido, mas ainda haveria tempo para outro regresso, o de Aboubakar aos golos: foi o 13.º nesta edição da Liga, após ter entrado em campo para o lugar de André Silva, aos 75 minutos. Se não fosse Rui Silva, o resultado teria sido bem mais folgado, mas os três pontos foram conquistados e, ainda mais importante, foi conseguido um reforço da confiança. O fantasma do Nacional também parece dissipar-se: nas oito últimas receções à equipa madeirense a contar para o campeonato, os portistas venceram sete e cederam um empate, em 2013/14.

in: www.fcporto.pt

domingo, 10 de abril de 2016

DRAGÃO AGARRADO NA MATA REAL

​​Derrota por 1-0 frente ao Paços de Ferreira na 29.ª jornada da Liga NOS​​

​ ​Um golo a dez minutos dos 90 ditou a segunda derrota consecutiva do FC Porto na Liga NOS, no jogo da 29.ª jornada disputado este domingo no Estádio Capital do Móvel, em Paços de Ferreira (0-1). Os Dragões foram muito superiores ao adversário, voltaram a ter várias oportunidades de golo, mas pecaram na finalização e ainda ficaram a lamentar um penálti não assinalado sobre Suk quando o jogo ainda estava empatado.

Depois de ter apresentado o mesmo onze nos dois últimos jogos, diante do Vitória de Setúbal e do Tondela, José Peseiro mudou, desta vez, duas peças do xadrez: trocou Brahimi por Varela, pela primeira vez titular após regressar de lesão, e com Aboubakar de fora da lista de convocados, lançou Suk para a vaga do internacional camaronês. O avançado sul-coreano foi, aliás, o autor do primeiro dos sete remates do FC Porto durante a primeira parte contra zero do Paços de Ferreira. Os números atestavam a superioridade total da única equipa que procurou verdadeiramente o golo e o sentido praticamente único de um jogo em que a bola andou quase sempre nos pés dos portistas e no meio-campo dos pacenses. Se Iker Casillas era quase um espectador, na baliza contrária Defendi teve que estar muito mais alerta. É verdade que não foi obrigado a uma defesa difícil, porque os remates não levaram a melhor direção, mas teve alguns sustos, como aquele em que Chidozie, em boa posição, falhou o cabeceamento (26m) ou aquele em que, Corona, após ter tirado dois adversários do caminho, se preparava para armar o remate que o defesa pacense não permitiu, já dentro da pequena área (27m).

O marcador estava a zeros ao fim dos primeiros 45 minutos, porque ao FC Porto faltava sobretudo imprimir maior velocidade ao jogo e criar mais desequilíbrios. José Peseiro procurou corrigir isso e, após o intervalo, fez entrar Brahimi para o lugar de Corona. Os Dragões voltaram a entrar por cima na segunda parte, de olhos postos na baliza do Paços de Ferreira, mas nem Sérgio Oliveira, nem Chidozie nem Maxi conseguiram ter sucesso em três lances perigosos criados em apenas cinco minutos. A equipa da Mata Real esboçou uma reação, sem assustar verdadeiramente Casillas, mas o domínio rapidamente voltou a pertencer aos azuis e brancos. E o golo podia ter chegado num remate de Sérgio Oliveira que Defendi defendeu para canto (71m) ou quando, pouco depois, o árbitro Fábio Veríssimo negou um penálti cometido sobre Suk (75m), agarrado ostensivamente pelo defesa adversário.

Nesta altura alugava-se o meio-campo do FC Porto, porque o Paços de Ferreira deixou de aparecer na área de Casillas. A verdade é que foram os anfitriões a chegar a um golo caído do céu a dez minutos do fim, num remate de Diogo Jota - o segundo da equipa no jogo até então -, que desviou em Danilo e traiu Casillas (80m). Em desvantagem, os Dragões foram à procura do empate e estiveram muito perto dele quando André Silva atirou à barra após um cruzamento de Herrera (85m) e depois, em cima do minuto 90, num cabeceamento de Suk negado por uma grande defesa de Defendi. Mas a bola nunca quis entrar...

in: www.fcporto.pt