A grande final da Liga Europa é o «compromisso» que todo o balneário portista assumiu no início desta época. Há uns meses, André Villas-Boas falou na grandeza do FC Porto e na tradição na prova como motivo e motivação para chegarem à final. O técnico dos dragões sabe que o jogo será complicado mas assegura «máxima ambição» e uma equipa ao mais alto «nível» para garantir o troféu.
Já lá vão nove meses desde que o técnico azul e branco afirmou que o objectivo do FC Porto era vencer a Liga Europa. Algo «natural» diz André Villas-Boas, «de acordo com as expectativas do clube», coma sua «grandeza» e com o seu compromisso de «ganhar o máximo de troféus».
Esse é, aliás, o que os dragões pretende diante do Sporting de Braga, uma equipa que chegou à final com todo o mérito: «Estamos esperançosos de obter o troféu. Acreditamos no que temos vindo a fazer. O Sporting de Braga coloca-nos um desafio aliciante, difícil e complicado».
A provar isto mesmo o treinador dos azuis e brancos, na sala de imprensa do Dublin Arena, palco do jogo de amanhã, relembra que os arsenalistas deixaram para trás equipas de «grande projecção internacional» e por isso a sua equipa vai abraçar o jogo com a «máxima ambição e com o desejo de sempre, de vitória, de vencer jogo após jogo»: «Vamos tentar mostrar-nos ao máximo nível para conseguirmos um bom resultado», resume.
No seguimento da análise feita aos minhotos, o técnico lembra que diante destes guerreiros «o favoritismo não interessa a ninguém»: «O Sporting de Braga eliminou todos os favoritos que lhe surgiram na frente. Chega à final com mérito total. É um desafio extremamente difícil mas esperemos que sejamos nós a triunfar», enumerando, logo de seguida, os vários e poderosos emblemas europeus que os arsenalistas eliminaram nesta campanha europeia que se iniciou na Liga dos Campeões.
Tendo isto em conta, e conhecendo, como conhece, quer a sua equipa, quer o adversário de amanhã, Villas-Boas sublinha a «identidade bem vincada» dos dois emblemas e lembra a «série de resultados» do Sporting de Braga, que já vem do «ano passado» e que se tem prolongado até este ano, «completamente fora do normal» o que comprova a «qualidade do Domingos e do plantel que é enorme, extrema», elogia.
Sem mudanças
Foi precisamente essa «identidade» que garantiu a final às duas equipas e por isso André Villas-Boas não acredita em mudanças ou surpresas por parte de Domingos Paciência nem as fará, apesar de não levantar o véu quanto à equipa inicial de amanhã: «Claro que numa final há nuances e detalhes estratégicos mas seria remar contra a maré mudar a identidade das equipas. Estamos confiantes na nossa organização. Foi a que tivemos ao longo de todos os jogos, a que nos levou a uma série histórica no campeonato e que nos trouxe a esta final, que muito ambicionamos e que desde cedo assumimos querer conquistar. Mudar seria desvirtuar a identidade da equipa».
A rematar um sublinhado, novamente, à felicidade que sente no FC Porto e na cidade onde cresceu, versando assim o badalado interesse de emblemas europeus nos seus serviços, elogios a Hulk, que aos poucos foi «descobrindo o seu próprio talento e crescendo cada vez mais como jogador», o tema Robson e Mourinho, ambos muito importantes no passado e desenvolvimento do técnico portista e novamente a exaltação da transcendência como factor determinante no jogo: «Acima de tudo são momentos de transcendência, de motivação, de grandes impactos motivacionais. Obviamente que a organização é importante, que o treino é importante. Eu gosto de potenciar jogadores, dou-lhes liberdade de escolha em treino e em jogo. Acreditamos que isso potencia o seu próprio talento, a liberdade de decisão. Não somos ditadores de leis em campo, concluiu.

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