Rabah Madjer é figura incontornável do universo azul e branco, ou não tivesse sido um dos heróis da história do FC Porto. O argelino tem como que um cordão umbilical que o liga à Invicta e, em entrevista a um jornal francês, voltou a elogiar o emblema nortenho. E Pinto da Costa. E revelou que gostaria de um dia treinar no clube.
Foi o Le Buteur quem se lembrou de ir falar com Madjer por estes dias. Como não poderia deixar de ser, um dos temas da conversa passada a papel foi o FC Porto, o clube onde o argelino esteve seis anos (três mais três, intercalados por uma passagem pelo Valencia) e pelo qual conquistou os maiores troféus da sua carreira, nomeadamente a Liga dos Campeões de 1987.
Tantos anos passados, Madjer diz que o Porto ainda é uma das suas casas. «O FC Porto é um grande clube, com uma grande estrutura. Foi uma sorte para mim jogar lá. Todos os treinadores que trabalharam no FC Porto ganharam qualquer coisa. O melhor elemento é o presidente, Pinto da Costa. Ganhou tudo em 25 anos. Sabe como dirigir uma equipa, como adquirir bons jogadores e como tratar os treinadores», destacou um dos ídolos das bancadas das Antas.
Aproveitando essas tiradas, o jornalista questionou o agora treinador se sonha algum dia liderar a partir do banco azul e branco. A resposta foi, pois, óbvia. «Treinar o FC Porto? É difícil responder a essa pergunta... mas se fosse convidado era uma honra e diria que sim! Mantenho relações muito boas com o Porto, continuo um adepto da equipa... O FC Porto é uma segunda família para mim», vincou Madjer.
Apesar de tudo, e de ter acompanhado atentamente a época finda, terminando feliz, o antigo craque diz que os feitos da turma de Villas-Boas «não se podem comparar» aos do plantel de que fez parte. «Éramos uma grande equipa e ganhámos a Liga dos Campeões contra o Bayern Munchen do Matthaus e do Rummenigge!...», recordou.
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