Somos Porto!

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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

VICTOR PEREIRA: «DÁ-ME GOZO VIVER SOB PRESSÃO»

A apresentação como treinador do F.C. Porto, pelo seu impacto mediático, reservou pouco espaço para uma conversa desinibida sobre as motivações de Vítor Pereira. Esta sexta-feira, em conferência de imprensa, o sucessor de André Villas-Boas mostrou-se confiante, seguro das suas ideias, disposto a responder a todas as interrogações.

Antes de mais, uma questão pertinente. Villas-Boas era adepto do Barcelona e de Guardiola. Vítor Pereira é igual? «O jogo de qualidade que aprecio pode vir do Barcelona, do Man. United, do Porto, são jogos que gosto de ver e vejo com prazer», responde.

«Eu defendo um jogo de qualidade, um pouco à imagem do que fizemos o ano passado. Se possível, um jogo mais agressivo ainda, do ponto de vista defensivo e ofensivo. É possível crescer mais ainda. Quero um Porto dominador, de posse de bola. Um Porto que quer impor a sua identidade, com bola», explicou o técnico.


«Sou treinador desde os 28 anos. Hoje tenho 42»

Vítor Pereira aceita as dúvidas colocadas em torno do seu nome. «Para estar na posição em que estou, aceito perfeitamente qualquer tipo de interrogação que se coloque sobre mim. Uma coisa é o que as outras pessoas pensam, outra é aquilo que as pessoas que trabalham comigo pensam. Sinto confiança total, sinto-me completamente seguro, sei perfeitamente como quero por esta equipa a jogar. Conheço muito bem o jogo», começou por dizer.

Os jornalistas insistiram no tema. Nesta fase, é importante saber como pensa o novo treinador do F.C. Porto: «Aceito a interrogação das pessoas. Falta de experiência? A esses digo que sou treinador desde os 28 anos. Hoje tenho 42. É muito tempo. Esperem e vamos ver se daqui a algum tempo, essas interrogações desapareceram. Estou convicto que a resposta vai ser dada de forma clara e inequívoca. Esperem para ver.»

«A pressão tem um peso bom, um peso daqueles que dá gosto carregar. O mais gozo que me dá é viver sob pressão. Quanto maior for o jogo, quando maior for o grau de dificuldade, mais à vontade me sinto. É o estímulo que nos faz andar», foi salientando Vítor Pereira, sem quebras no discurso: «Só sou treinador de futebol porque gosto de viver sob pressão. Se não, andava noutra profissão qualquer. Este troféu, seja o primeiro ou o último, será uma oportunidade bonita na minha vida.»

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