Somos Porto!

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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

LIGA DOS CAMPEÕES: FC PORTO VENCE O SHAKTAR POR 2 - 1 COM CLASSE

O FC Porto honrou a história e no jogo de estreia na fase de grupos da Liga dos Campeões desta temporada, no Dragão, ganhou. O Shakhtar Donetsk até esteve em vantagem mas os dragões deram a volta e começam a Champions com um triunfo por 2-1. Hulk e Kléber foram os marcadores.
Já é cliché, confesso, mas a primeira parte do Dragão foi toda ela, ou quase, sob o signo do «Incrível» Hulk. Aliás, que na Ucrânia, tão cedo, não voltem a passar os filmes da saga em torno de Bruce Banner porque por agora os jogadores do Shakhtar Donetsk já viram o suficiente. Mas vamos por partes, bem explicadas e documentadas.
Marcava o relógio do Dragão cinco minutos de jogo e já a trave ucraniana tinha estremecido ao impacto do remate dele, sim, do «Incrível». Até era canto, mas o árbitro não viu, como não veria outra coisa, mais tarde. Alta rotação no relvado, James Rodríguez tabela com Hulk, e na volta cai, penálti. Ele, Hulk, de botas amarelas, ajustou a bola e disparou. Ao poste.

Tensão cresce...
Ainda chegavam alguns atrasados às respectivas cadeiras, aos nove minutos, quando Helton largava a bola depois do remate de Willian. Luiz Adriano andava por ali e como quem não quer a coisa fez o 0-1. Subia o nível de «stress» nos azuis e brancos e para quem é seguidor do «Incrível» sabe que isso provoca a explosão.
O FC Porto dominava na posse mas sem ser perigoso, à espera que Hulk atingisse o ponto. Deram-lhe um livre, aos 28 minutos, a mais de trinta metros da baliza de Oleksandr Rybka. Já a ferver com a grande penalidade falhada e o golo do Shakhtar, Hulk encheu o peito e disparou. Estivéssemos nós num daqueles filmes em que se utilizam a câmara lenta para quase parar o Mundo e teríamos sentido o silêncio naquele segundo. O segundo que a «bomba» do «Incrível» demorou a percorrer o ar até parar dentro da baliza. Um golão!
O empate era justo, porque o FC Porto era mais equipa. E aos 30 minutos viu-lhe ser sonegada uma grande penalidade, a tal coisa que Félix Brych não viu. Aos 32', Hulk, pois claro, voltou à acção, mas agora Rybka foi capaz de suster mais um daqueles remates de longe, incertos. A primeira parte tinha de tudo e por isso terminou com o que lhe faltava. Uma expulsão, a de Yaroslav Rakitsky, depois de uma entrada dura sobre João Moutinho. Aceita-se, mas um amarelo e um diálogo também não tinham ficado mal.

James, o protagonista do filme da segunda parte
Se o primeiro tempo foi de Hulk, o segundo foi de James. Talvez um pouco injusto, porque o jovem colombiano já tinha estado bem na primeira metade. Mas o que fez o cafetero, logo no arranque da segunda parte, ao defesa do Shakhtar foi maldoso, sem maldade, apenas de quem sabe o que faz com a bola nos pés. Deixou-o, ao tal ucraniano, deitado no chão e, qual bandeja, serviu Kléber que só teve de encostar para lá da linha de baliza. 2-1 para o FC Porto.
E se há jogos em que não se notam as inferioridades numéricas, este não foi um deles. Já a ganhar, os dragões sentiram-se mais cómodos na gestão dos acontecimentos. O Shakhtar só em acções sôfregas chegava perto da área de Helton, mas nunca com perigo. Ao contrário de James, que aos 64' voltou a dar mais trabalho do que o desejado a Rybka. Esperou mais 15 minutos, o «puto» James, para, de livre, repetir Hulk, que já tinha saído, e acertar na trave após um livre directo. No lance anterior, Chygrynskiy tinha visto o segundo amarelo e deixara os ucranianos a jogar com nove. Depois, nada mais. 
 
Liga dos Campeões 2011/2012
2011/09/13, 19:45, Porto
FC Porto
Futebol Clube do Porto
2-1
Shakhtar Donetsk
FC Shakhtar Donetsk
 Kléber51'
 Hulk28'

 Luiz Adriano12'

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