Os cinco minutos iniciais, de um equilíbrio aparente apenas sustentado por um ensaio de pressão russa, não forneceram muito mais do que uma mera ilusão que o Zenit não podia cumprir. Com os Dragões a definirem o ritmo e o curso do jogo, a estratégia de Spalletti depressa ficou confinada a um básico plano de contra-ataque incapaz de produzir um remate à baliza em todo o encontro. Nem um para amostra.
O jogo, que assumiria progressivamente uma configuração aproximada ao género “sentido único”, pausado apenas pelo coro de assobios gerado a cada vez que a equipa russa preferia os pés de Danny para arriscar a transição, definia-se num único extremo do relvado, onde o guarda-redes Malafeev coleccionava intervenções decisivas; a mais destacada de todas, logo ao sexto minuto, num frente-a-frente com Djalma, isolado por um passe perfeito de João Moutinho.
A ameaça de golo, formulad
Além de Kléber, a vincar a propensão atacante dos Dragões, a segunda parte trouxe mais do mesmo, acrescida de uma versão “massacre”, que encostava os russos às cordas e anunciava o KO, repetidamente adiado pelo intérprete do costume, que levantava incessantemente o Zenit do tapete nos instantes mais inesperados. Com as mãos, com os pés, tombado até para o lado errado, Malafeev segurou a equipa russa, como que presa por arames, e qualificou-a, pela primeira vez, para os oitavos-de-final da Champions.
À exibição portista ficou a faltar apenas o golo, que, mais do que a qualificação, lhe dava o primeiro lugar do Grupo G, na conjugação de um resultado que falhou por pouco com a derrota do APOEL fr
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