Somos Porto!

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domingo, 19 de janeiro de 2014

GOLEADA E ESPECTÁCULO NO DRAGÃO (FC PORTO 3 VS 0 V. SETÚBAL)

​Quaresma, Varela, Carlos Eduardo e Jackson Martínez - que apontou o seu 50.º golo em 70 jogos com a camisola azul e branca - foram os artistas em destaque no triunfo por 3-0 sobre o Vitória de Setúbal, este domingo, no Estádio do Dragão. O primeiro não marcou, mas mostrou porque alguns lhe chamam Harry Potter, enquanto os golos de Varela e Carlos Eduardo foram de grande espectáculo. Globalmente, a exibição dos Dragões foi bem conseguida e merece uma nota artística alta.

Na noite em que o Estádio do Dragão atingiu os oito milhões de espectadores, houve ainda tempo para cantar os “Parabéns” ao capitão Lucho González, que festejou 33 anos com mais uma vitória sobre os setubalenses. São já 23 triunfos consecutivos sobre os sadinos, num ciclo que inclui partidas para a Liga, Taça de Portugal, Supertaça e Taça da Liga. No capítulo dos números, acrescente-se ainda que Jackson está já a par de Montero como melhor marcador da Liga portuguesa, com 13 remates certeiros. 


O encontro começou como quase todos os que são disputados no Estádio do Dragão, com um FC Porto dominador e um adversário na expectativa. O que nem sempre sucede é um golo marcado cedo, como desta vez: aos 11 minutos, Varela cruzou largo, Quaresma efectuou um cruzamento-remate e Jackson estava na sua zona de conforto, a grande área, para finalizar. Estava feito o 1-0, num momento inicial do jogo, mas quando os Dragões já tinham feito cinco remates.

Após o golo, o futebol portista arrefeceu um pouco, mas Quaresma - que se estreou a titular na Liga, neste regresso ao clube - nunca deixou de ser um “espalha-brasas”: aos 28 minutos, combinou bem com Danilo e cruzou milimetricamente para a cabeça de Varela, que obrigou Kieszek a uma defesa “andebolística”. Depois desta exibição do camisola sete, que ainda nem sequer está perto do seu melhor momento físico, sobram poucas dúvidas da utilidade que terá no plantel.



Depois do único lance de perigo do Vitória de Setúbal na primeira parte - um remate em jeito de Pedro Tiba, a que Helton correspondeu com a elasticidade habitual -, foi a vez do outro extremo brilhar. Aos 35 minutos, Varela aproveitou uma perda de bola dos sadinos, tirou Pedro Queirós da frente e arrancou imparável para a baliza, finalizando com um forte remate de pé esquerdo. Estava feito o 2-0 e os Dragões mostraram o que podem fazer com Varela e Quaresma em forma: um futebol rápido, a toda a largura do campo e mais imaginativo.



O Vitória de Setúbal reapareceu em campo no segundo tempo com pouco mais do que boas intenções: mesmo mais subido no terreno e com Rafael Martins no lugar de Bruninho, o 3-0 esteve sempre mais perto do que o 2-1. Aos 50 minutos, Quaresma sentou Nélson Pedroso (que terá saído do Dragão de cabeça à roda) e rematou de trivela, de ângulo muito difícil, com a bola a sair pouco ao lado. Foi a última acção de relevo do extremo antes de ser substituído por Kelvin, debaixo de uma grande ovação. Para os adeptos portistas, parece que o tempo parou desde 2008: o “Mustang” reaparece exactamente com a mesma magia com que partiu para Milão. 



O segundo tempo valeu essencialmente pelo grande golo de Carlos Eduardo, aos 87 minutos: a bola sobrou à entrada da área e, sem a deixar cair no chão, o brasileiro disparou ao ângulo da baliza de Kieszek. Um minuto depois, o guarda-redes polaco ainda evitou o 4-0, após um remate de Josué, mas as contas já estavam mesmo fechadas. Os Dragões mantêm-se na terceira posição, mas apenas a três pontos do líder Benfica e dependendo apenas de si para chegar ao tetracampeonato.


in: fcporto.pt

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