Clássico é clássico. O FC Porto recebeu o Benfica como manda a tradição em sua casa, autoritário e pressionante, e venceu o jogo, colocando-se em vantagem nas meias-finais da Taça de Portugal. Exibição personalizada, sobretudo no primeiro tempo, dos azuis e brancos, merecia resultado mais dilatado. Jackson Martínez marcou o único tento do jogo.
Nada ficaria decidido esta noite, no Dragão, mas um FC Porto x Benfica será sempre sinónimo de emoção, paixão, rivalidade, e por isso nenhuma das duas equipas encarou este jogo de forma displicente.
O FC Porto entrou em campo com o seu esquema habitual, com Luís Castro a manter Reyes a titular no eixo da defesa, e a promover os regressos de Danilo, Fernando e Quaresma, que cumpriram castigo no último jogo da Liga. Herrera surgiu no onze portista, relegando Carlos Eduardo para a condição de suplente.
No Benfica, Jesus procedeu à habitual rotatividade de jogadores, apostando em Artur Moraes para a defesa da baliza e em Sílvio para a esquerda em vez de Siqueira, surgindo Maxi Pereira na direita. Fejsa e Rúben Amorim formaram a dupla mais recuada no meio-campo com Salvio e Sulejmani a assumirem os corredores e Rodrigo e Cardozo eram os homens mais adiantados no esquema das águias.
Primeira nota desde logo nos encarnados: Enzo Pérez é pedra basilar no miolo das águias, e a sua ausência sentiu-se cedo. Com a pressão alta que o FC Porto assumiu, Fejsa era muitas vezes bombeiro dos defesas e Amorim ficava demasiado sozinho no meio, sendo incapaz de municiar os dianteiros da sua equipa.
À terceira foi de vez
Três tentativas, três oportunidades, um golo. O FC Porto entrou com tudo no jogo, subido e pressionante, apoiado pela paixão dos adeptos, que criaram um ambiente fantástico na entrada das duas equipas para o terreno de jogo.
Nada ficaria decidido esta noite, no Dragão, mas um FC Porto x Benfica será sempre sinónimo de emoção, paixão, rivalidade, e por isso nenhuma das duas equipas encarou este jogo de forma displicente.
O FC Porto entrou em campo com o seu esquema habitual, com Luís Castro a manter Reyes a titular no eixo da defesa, e a promover os regressos de Danilo, Fernando e Quaresma, que cumpriram castigo no último jogo da Liga. Herrera surgiu no onze portista, relegando Carlos Eduardo para a condição de suplente.
No Benfica, Jesus procedeu à habitual rotatividade de jogadores, apostando em Artur Moraes para a defesa da baliza e em Sílvio para a esquerda em vez de Siqueira, surgindo Maxi Pereira na direita. Fejsa e Rúben Amorim formaram a dupla mais recuada no meio-campo com Salvio e Sulejmani a assumirem os corredores e Rodrigo e Cardozo eram os homens mais adiantados no esquema das águias.
Primeira nota desde logo nos encarnados: Enzo Pérez é pedra basilar no miolo das águias, e a sua ausência sentiu-se cedo. Com a pressão alta que o FC Porto assumiu, Fejsa era muitas vezes bombeiro dos defesas e Amorim ficava demasiado sozinho no meio, sendo incapaz de municiar os dianteiros da sua equipa.
À terceira foi de vez
Três tentativas, três oportunidades, um golo. O FC Porto entrou com tudo no jogo, subido e pressionante, apoiado pela paixão dos adeptos, que criaram um ambiente fantástico na entrada das duas equipas para o terreno de jogo.
O Estádio do Dragão registou uma das melhores casas da época e o clássico teve um bom ambiente nas bancadas durante os 90 minutos ©Catarina Morais
Depois da primeira tentativa, de Varela, que Artur sacudiu, logo aos quatro minutos, e do corte providencial de Luisão, na hora H, quando Herrera, servido por Defour, armava o remate, chegou o golo, quase natural, perante a superioridade demonstrada pelos comandados de Luís Castro no início da partida.
Quaresma, a quem saiu tudo bem nesta noite fria na invicta, bateu o canto na direita e Jackson, mais alto que todos, cabeceou de forma colocada, não dando hipóteses a Artur.
1x0, seis minutos de jogo, e mais FC Porto em todos os setores. Foi preciso esperar um quarto de hora para surgir o primeiro lance de perigo dos encarnados. Antes, no entanto, ainda houve tempo para Herrera cruzar com perigo mas Varela, ao segundo poste não chegou para o cabeceamento, e para Danilo meter a bola tensa e perigosa na direita, permitindo a defesa a Artur.
Mas voltemos ao Benfica: Cardozo, sem ritmo, tal como Salvio, surgia sempre muito abandonado no setor ofensivo, e só aos 21 minutos surgiu um lance ameaçador para a baliza azul e branca. Rodrigo cruzou para o remate de Maxi Pereira, a bola tabelou no menino Reyes e desviou-se do alvo.
Só 20 minutos depois o Benfica voltou a ir lá à frente, com Rodrigo a cabecear em zona proibida e com perigo, mas ao lado da baliza de Fabiano, que pouco ou nada fez nos primeiros 45 minutos. Ao invés, Artur ainda salvou as águias de sofrerem o segundo ainda antes do intervalo, negando com a perna o golo a Varela, depois de um passe a rasgar de Fernando.
Contas feitas, e apesar de o resultado ser escasso ao intervalo, quase se poderia dizer que esta foi a melhor primeira parte dos dragões esta temporada. Há muito que os azuis e brancos não apresentavam esta paixão e determinação em campo.
Poste nega o segundo, Fabiano segura a vantagem
O equilíbrio foi mais evidente entre as duas equipas na segunda parte. Cauteloso e matreiro, o FC Porto continuava mais perigoso mas jogava de forma mais inteligente, como Luís Castro pediu na conferência de imprensa de antevisão deste jogo.
Os dragões recolheram-se mais e apesar de isso permitir que o Benfica crescesse na partida, havia sempre dificuldades evidentes na construção, mais disfarçadas a partir do momento em que Gaitán foi lançado no jogo, para o lugar de um apagado Sulejmani.
Mesmo com o Benfica mais forte, sobretudo na acumulação de cantos, os dragões somaram mais duas oportunidades de golo às que já haviam tido no primeiro tempo: Herrera, rematou de fora da área, um minuto antes de ceder o seu posto a Carlos Eduardo, e a bola passou perto do alvo. Depois, à passagem do minuto 77, Jackson recebeu em plena área, rodou e rematou ao poste. Luisão impediu que Carlos Eduardo aproveitasse a segunda bola.
Fabiano só «entrou em jogo» aos 80 minutos. E que defesa do guarda-redes que tem sido titular desde que Helton se lesionou em Alvalade! Rúben Amorim rematou em zona frontal e o guardião brilhou para a fotografia com uma grande defesa. Logo depois foi Luisão, a falhar a emenda ao segundo poste, depois de um cruzamento de Markovic, que havia sido lançado para o lugar de Salvio no minuto anterior.
A partida arrastou-se para o final com equilíbrio, aqui e ali com algumas ameaças do contra-ataque portista, como o protagonizado por Carlos Eduardo em cima do minuto 90, mas a decisão de dar para a direita, onde surgia Jackson, acabou por não resultar. Os dragões ficam em vantagem nas meias-finais da Taça de Portugal. A segunda mão joga-se na Luz a 16 de abril.
in: zerozero
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