O FC Porto derrotou a Académica por 3x1, num triunfo praticamente selado no primeiro tempo. Os dragões até passaram por alguns calafrios contra uma equipa conimbricense disposta a discutir o resultado e com duas bolas nos ferros. Ghilas e Jackson Martínez estiveram em evidência nos três golos, todos a nascer pelo lado direito do ataque portista, tal como se evidenciou Fabiano, num jogo também marcado pela lesão do árbitro Manuel Mota, que chocou com Fernando Alexandre.
A primeira nota de destaque aconteceu ainda antes do início da partida. No aquecimento e na recolha da ficha de jogo, foi possível verificar que a ordem de Luís Castro era para poupar jogadores, com vista ao jogo em Sevilha, para a Liga Europa. Nesse prisma, para além de Defour e de Mangala, que nem tinham sido convocados, o técnico optou por resguardar Quaresma, Danilo e Carlos Eduardo.
Com tal facto, aproveitaram outros, normalmente segundas escolhas, para entrar em campo imbuídos na tarefa de mostrar serviço. Juan Quintero, Ricardo Pereira e Ghilas foram as maiores novidades de um onze que também voltou a contar com Herrera e Abdoulaye.
Do lado oposto, Sérgio Conceição tentava compensar a ausência de Djavan, lateral bastante ofensivo que cumpriu castigo, com Paulo Grilo. O jovem português foi a novidade do técnico, que também lançou Ivanildo no onze, em vez de Diogo Valente.
O jogo começou com golo. Exatamente pelo lado esquerdo da defesa academista, os dragões exploraram a menor rotatividade de Paulo Grilo e, após soberbo passe de Herrera, Ghilas foi à linha cruzar a bola para Jackson Martínez, que desviou de cabeça para o sítio certo.
Aberto o ativo e festejos num Dragão bem composto e com muita juventude, em virtude de uma iniciativa do clube para com as várias escolas de formação espalhadas pelo país.
A reação da Académica não tardou. Salvador Agra apareceu bem ao segundo poste e atirou para o sítio certo, só que Fabiano cresceu para tocar o esférico para a trave. Primeiro calafrio no seio dos adeptos da casa que, logo depois, viram um insólito choque entre Fernando Alexandre e... Manuel Mota. O árbitro da partida ficou bastante combalido no relvado, mas recuperou, depois de alguns minutos de assistência médica, arrancando mesmo um aplauso das bancadas - coisa rara no futebol português.
De regresso ao futebol com a bola a girar, os dragões adormeceram com a paragem e a Académica fez questão de voltar a acordar o adversário, com nova bola no ferro. O cruzamento partiu da direita e o cabeceamento foi de Makelele, vindo de trás, para excelente intervenção do guarda-redes brasileiro.
Fiel aos ensinamentos populares, o futebol voltou a ser fértil no cumprimento da máxima de que «Quem não marca, sofre». É que, logo depois, Nabil Ghilas voltou a ser mais forte do que paulo Grilo, rompeu a área e, á saída de Ricardo, picou a bola para a rede.
2x0 era rude golpe para os de Sérgio Conceição e um espelho de eficácia não muito comum na equipa portista. O jogo passou a tomar uma maior calmaria e, exceptuando registos pontuais, arrastava-se para o intervalo, sem que, antes disso, os 'dragões' não terminassem com a partida.
Makelele foi ingénuo e cometeu grande penalidade clara sobre Juan Quintero, que proporcionou ao compatriota Jackson Martínez a oportunidade de voltar a marcar de penálti 13 meses depois daúltima vez que o tinha feito desde a marca dos 11 metros.
in:zerozero
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