Somos Porto!

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domingo, 15 de fevereiro de 2015

A TRADIÇÃO AINDA É O QUE ERA

No jogo que serviu de abertura à 21.ª jornada, o FC Porto derrotou o Vitória de Guimarães por uma bola a zero e a tradição ainda é o que era. Os vimaranenses continuam sem ganhar no Estádio do Dragão. Força anímica, concentração, espírito de grupo e qualidade... eis a receita de mais um triunfo dos dragões no campeonato.
A possibilidade do FC Porto ficar a um ponto da liderança – ainda que à condição – era um aliciante extra deste duelo. A turma de Julen Lopetegui sabia o que queria e tentou sempre levar o jogo para os caminhos que precisava. Com o claro favoritismo do seu lado, o FC Porto tentou explorar as fraquezas do rival, expostas na ausência do castigado André André e sem Hernâni, que se mudou em janeiro para o Dragão.

Total domínio dos comandados de Lopetegui

Brahimi titular
O argelino regressou ao onze titular do FC Porto, enquanto que Quaresma manteve a sua posição na outra lateral. Tello foi para o banco. No eixo, Maicon e Marcano formaram a dupla de centrais. Do outro lado, emprestado pelo FC Porto, Sami foi lançado por Rui Vitória.
Apesar da proximidade do duelo com o FC Basel para a Liga dos Campeões, Lopetegui avisou que queria todo o plantel concentrado neste jogo e foi isso que se viu. Personalizado, concentrado e a usar da circulação para criar perigo, os dragões tentaram resolver cedo esta “missão”.
Brahimi voltou ao onze titular e aos golos pelo FC Porto ©Catarina Morais
Os azuis e brancos tiveram uma entrada afirmativa em campo. Com muita pressão e movimento constante, o FC Porto era muito perigoso pelas laterais com Ricardo Quaresma e Brahimi – a novidade do onze – e sempre com o apoio de Alex Sandro e Danilo, eles que estiveram muito participativos nas ações atacantes. Os azuis e brancos dominavam por completo e Fabiano não via o adversário rondar a sua baliza. A equipa de Guimarães mostrava muitas dificuldades para avançar no terreno, muito por culpa também da organização portista.
A toada ia-se mantendo e os dragões colecionavam ocasiões de golo, adivinhando-se o tento inaugural dos homens da casa que justificaram desde cedo a vantagem. Jackson Martínez, ao contrário do que é habitual no colombiano, ia perdendo oportunidades atrás de oportunidades.
E com tanta insistência, os dragões conseguiram chegar ao golo, aos 31 minutos. Óliver trabalhou bem na zona central e soltou para a esquerda onde apareceu Brahimi que, perante a saída do guarda-redes Assis, abriu o marcador. Após meia hora de resistência, a defensiva vimaranense acabava por ceder e o FC Porto estava em vantagem de forma inteiramente justa, vantagem essa que se manteve ao intervalo.
No reatamento, não se viu um Vitória tão encolhido. Pelo contrário. O FC Porto foi gerindo a partida e os homens de Guimarães começaram a acreditar que podia ser possível levar algo do Estádio do Dragão que não fosse a derrota. As entradas de Rúben Neves e Tello, por troca com Brahimi e Herrera, colocaram os dragões a jogar com Óliver na posição 10, ao passo que Quaresma e o ex-Barça ficaram nas laterais a municiar jogo para Jackson Martínez que estava em noite "não". A verdade é que após as entradas de Tello e Rúben Neves, o FC Porto subiu de rendimento e continuou a dominar a partida.
A vencer pela margem mínima, Lopetegui - que não terá Danilo e Alex Sandro no próximo duelo do campeonato pois vão cumprir castigo - ainda lançou Hernâni para o aplauso e retirou Quaresma. No final, triufo justo do FC Porto que pressiona o Benfica na liderança.

in:zerozero.pt

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