O FC Porto iniciou a 18.ª presença na Champions League com uma vitória por 1-0 frente ao Áustria de Viena, graças a um golo de Lucho González, que assim marca pela nona época consecutiva na prova milionária. O Ernst Happel foi, mais uma vez, acolhedor para os Dragões, na estreia de Paulo Fonseca, Licá, Josué, Herrera e Quintero na competição.
Perto de mil adeptos azuis e brancos assistiram nas bancadas a mais uma viagem vitoriosa a Viena, onde o FC Porto já venceu uma Taça dos Campeões Europeus (1987) e dois encontros em caminhadas triunfais para erguer a Taça UEFA (1-0 com o mesmo adversário, em 2002, e 3-1 com o Rapid de Viena, em 2010). A equipa portista fez o suficiente para justificar o favoritismo que lhe era atribuído antes do jogo.
No entanto, a exibição não foi brilhante, nomeadamente na primeira parte. Perdendo muitas bolas e com dificuldades em ultrapassar uma muralha defensiva bem montada pelo adversário, os portistas tiveram poucas oportunidades para explanar o seu futebol e chegar ao golo. Na única ocasião digna desse nome, Jackson combinou com Varela mas, depois, não conseguiu bater o guardião austríaco. O Áustria de Viena contra-atacou com perigo e teve algumas oportunidades, mas os remates saíram invariavelmente ao lado da baliza de Helton.
A camisola branca envergada pelos jogadores portistas, comemorativa dos 120 anos do clube, brilhou apenas na segunda parte. Mais concentrada e segura de si, a equipa reentrou bem em campo e chegou ao golo aos 55 minutos, num entendimento brilhante entre Lucho e Danilo - jogada começada pelo argentino e finalizada também por ele. O capitão portista marcou em todas as nove edições da Champions League em que participou, o que é sintomático da qualidade que empresta ao conjunto que representa.
Com o resultado e o tempo a correr contra si, a equipa do Áustria de Viena abriu mais as linhas e isso permitiu que o FC Porto pudesse trocar a bola com mais certezas. O resultado não sofreu alterações até ao final, apesar de algumas boas combinações no (reforçado) meio-campo portista, fruto das mudanças realizadas por Paulo Fonseca, e de uma iniciativa de Jackson cortada “in extremis” pela defesa austríaca. A tradição ainda é o que era: o Danúbio continua azul e Viena continua a ser sinónimo de vitórias para o FC Porto.
In: www.fcporto.pt
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