O FC Porto mantém o pleno de vitórias nos quatro jogos já disputados esta época para a Liga portuguesa, graças a um triunfo claro, por 2-0, sobre o Gil Vicente. Os Dragões, que continuam isolados no comando da Liga, tiraram partido da persistência dos seus jogadores, que marcaram ambos os golos – da autoria de Varela e do inevitável Jackson Martínez – em recargas a primeiros remates.
Com Varela e Quintero como novidades no “onze” inicial, foi Licá – que cumpriu o 50.º jogo na Liga – a dar o primeiro sinal de perigo, aos seis minutos, obrigando Adriano a uma defesa incompleta. O primeiro golo surgiu só dois minutos depois, por intermédio de Varela, que bem mereceu esse momento. O tento nasceu de um pontapé de canto “arrancado” pe
lo internacional português sobre Luís Martins, quando a bola parecia perdida. Quintero fez o cruzamento e Maicon cabeceou para Varela, que viu o primeiro remate defendido por Adriano. Valeu a insistência do extremo, na recarga. Pela primeira vez na partida, a persistência compensou.
A toada do encontro manteve-se ao longo de toda a primeira parte e adivinhava-se que o segundo golo azul e branco estaria para chegar. E aconteceu mesmo, aos 27 minutos, na sequência de novo lance de insistência. Após uma jogada de envolvência na direita do ataque do FC Porto, a bola sobrou para Danilo, que a “meteu” na cabeça de Licá. Adriano defendeu para a frente e, mais uma vez, foi um portista o mais rápido: Jackson empurrou para o golo e assinou assim um arranque de Liga, em termos de tentos, ainda melhor do que o da época anterior. O colombiano vai em quatro golos e marcou em todos os encontros.
No segundo tempo, o FC Porto geriu o encontro a seu bel-prazer, tendo até em mente o desafio da próxima quarta-feira, no terreno do Áustria de Viena, a contar para a primeira jornada da Champions League. O Gil Vicente subiu mais no terreno, conseguiu alguns remates, mas nunca se libertou da teia portista. A melhor oportunidade ocorreu aos 82 minutos, quando Helton defendeu um disparo de Bruno Moraes e ainda perturbou a recarga de Avto.
Do lado portista, Varela – que ainda nem tinha jogado nesta edição da Liga, devido a lesão – esteve perto de “bisar”, aos 66 minutos, num remate cruzado que falhou o alvo por pouco. De resto, registo ainda para um lance em que o extremo foi derrubado na grande área do Gil Vicente, aos 76 minutos, recebendo como “prémio” um incompreensível cartão amarelo da mão de Hugo Pacheco, por uma simulação que nunca poderia ter existido.
in: fcporto.pt
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