A sorte do encontro acabou por soprar para leste, sendo que os russos até pareceram quase sempre interessados no empate. A equipa portista saiu do Dragão aplaudida pelos adeptos e terá agora de enfrentar um osso duro de roer na Rússia, na quarta jornada, a 6 de Novembro. No difícil terreno do Zenit, o FC Porto terá de partir em busca da vitória para sair do actual terceiro lugar do grupo G (três pontos), que não dá direito ao ambicionado lugar nos oitavos-de-final da Champions.
A partida não tardou muito a subir de temperatura. O FC Porto criou a primeira situação de perigo na sequência de um canto, aos cinco minutos, mas, no respectivo contra-ataque, o Zenit lançou Hulk numa das suas incríveis correrias. Herrera cometeu falta e viu o cartão amarelo; no minuto seguinte veria o segundo amarelo, por sair da barreira antes do apito do árbitro. O vermelho, que deixou os Dragões com dez homens, foi um castigo pesado e não teve correspondência, em termos de rigor, com outras decisões do árbitro, nomeadamente quando Danny pontapeou a bola com o jogo já parado ou quando um lançamento lateral foi “oferecido” ao Zenit nas barbas do banco azul e branco.
O “Incrível” Hulk seria mesmo a principal dor de cabeça da defensiva portista durante a primeira parte, criando muito perigo aos 11 minutos, num remate de ângulo difícil. Porém, mesmo com mais um jogador, o Zenit só voltaria a ameaçar o golo aos 39 minutos, por intermédio de Sh
A melhor situação do primeiro tempo foi protagonizada por Lucho, que fez a bola embater com estrondo na barra, aos 20 minutos, após passe de Alex Sandro. Na recarga, em situação difícil, Licá rematou ao lado, mas foi-lhe mal assinalado um fora de jogo, em mais uma situação em que o rigor não imperou. O perigo do Zenit era invariavelmente protagonizado em jogadas de contra-ataque e as estatísticas ao intervalo assim o comprovavam: mais posse de bola (52 por cento) e mais remates (11).
Após uma primeira parte em que Fernando (a recuperar) e Lucho (a construir) foram gigantes no meio-campo, o FC Porto entrou melhor na etapa complementar, com o recém-entrado Varela, num lance individual, a rematar pouco ao lado, aos 55 minutos. No entanto, aos 57 minutos, após uma perda de bola de Otamendi, Hulk isolou-se: na melhor situação do Zenit até então, foi o ex-companheiro Helton, com uma grande defesa, que evitou que o brasileiro que tanto encantou o Dragão voltasse a marcar no seu palco de sonho.
A passagem da hora de jogo marcou o início de um novo período no encontro, que se foi partindo e transformando numa roleta russa. O Zenit pressionou o FC Porto mais junto à sua área, beneficiando do desgaste físico dos Dragões, mas também deixou espaço para vários contra-ataques. Num desses momentos, aos 79 minutos, Varela atirou à barra, num remate à meia-volta.
Parecia escrito que a roleta iria mesmo ser favorável aos homens de São Petersburgo, que chegaram ao golo num cabeceamento de Kerzhakov (85m). Num último assomo, o FC Porto a
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