Dragões não foram além de um nulo frente ao Boavista, no regresso do dérbi da cidade do Porto
As nuvens negras que se adensavam nos céus do Porto antes do início do jogo com o Boavista, e que depois deram origem a um verdadeiro dilúvio, pareciam ser um presságio: devido a uma série de circunstâncias improváveis, com claro destaque para o facto de o FC Porto ter alinhado durante 65 minutos com menos um homem, o nulo foi o resultado final. Os Dragões atacaram com todas as armas e nunca pareceram estar em inferioridade númerica, mas os axadrezados defenderam o nulo desde o pontapé de saída, erguendo um autêntico muro em frente à sua baliza, que nem pensaram em desfazer quando se viram a jogar contra dez.
O dérbi, que já não se realizava há seis anos, pareceu destinado a ser adiado, face ao aguaceiro que se abateu sobre o Dragão e adiou o arranque do encontro por 45 minutos. Depois, houve só uma equipa a atacar, enquanto o Boavista ia defendo e queimando tempo. O árbitro Jorge Ferreira deu uma ajuda neste resultado final, ao expulsar Maicon aos 25 minutos, sem ter em conta o terreno molhado e o local da falta, a meio-campo. O critério apertado não pareceu depois uniforme, mas o FC Porto também se deve queixar de si próprio. Há dias de menos inspiração e os golos que pareciam cair do céu frente ao BATE Borisov não surgiram desta vez.
Julen Lopetegui promoveu seis alterações na equipa face ao jogo de quarta-feira: entraram na equipa José Ángel, Rúben Neves, Evandro, Tello e os estreantes em jogos oficiais Andrés Fernández e Marcano. O Boavista apresentou-se com um "onze" defensivo, em que a primeira função dos alas era ajudar a "tapar" os corredores e em que Zé Manuel deambulava sozinho na frente de ataque.
Claro que o estado do relvado não favoreceu a equipa que queria atacar e trocar a bola, mas o terreno até aguentou bem a violenta bátega de água e a situação só se complicava na grande área da baliza Sul. Esse facto foi suficiente para os Dragões perderem um lance de golo certo: aos 15 minutos, Tello roubou uma bola a meio-campo e avançou para baliza, servindo o isolado Brahimi, só que a bola ficou caprichosamente presa na relva. Quatro minutos depois, Rúben Neves rematou de fora da área, ao lado.
O golo, em boa verdade, parecia uma questão de tempo, porque a manta do Boavista era tão curta que mal chegava ao meio-campo contrário. Porém, o cenário alterou-se com a expulsão de Maicon, por falta sobre Anderson Correia, aos 25 minutos. Lopetegui optou por não fazer entrar um novo central em campo, até porque a atitude do Boavista não se alterou: bem fechadinhos cá atrás continuou a ser o lema. Rúben Neves foi compensando a falta de Maicon, com uma ajuda extra dos laterais e um maior esforço colectivo. Aos 35 minutos, Mika evitou um golo de cabeça de Jackson, após um canto, e Anderson Correia assustou pela única vez Andrés Fernández, num contra-ataque que terminou com um remate às malhas laterais.
Na segunda parte, Casemiro substituiu Evandro, assumindo a função híbrida de segundo central/médio defensivo, e o FC Porto encontrou um equilíbrio que lhe permitiu continuar a dominar por completo o encontro. Porém, não deixava de se notar a falta de mais uma unidade e havia que trabalhar a dobrar para causar desequilíbrios, que surgiram mesmo: aos 57 minutos, Tello, isolado por Herrera, atirou por cima; aos 64, um "tiro" de pé esquerdo de Jackson obrigou Mika a nova defesa; Herrera, aos 77, em posição frontal, rematou por cima.
O "massacre defensivo" da equipa do Bessa deu frutos, mas é impossível elogiar o futebol de uma equipa com superioridade númerica e que termina o encontro com 18 por cento de posse de bola e apenas dois remates (nenhum na segunda parte), contra 20 dos Dragões. A luta pelo título continua na sexta-feira (20h30), no terreno do Sporting.
O dérbi, que já não se realizava há seis anos, pareceu destinado a ser adiado, face ao aguaceiro que se abateu sobre o Dragão e adiou o arranque do encontro por 45 minutos. Depois, houve só uma equipa a atacar, enquanto o Boavista ia defendo e queimando tempo. O árbitro Jorge Ferreira deu uma ajuda neste resultado final, ao expulsar Maicon aos 25 minutos, sem ter em conta o terreno molhado e o local da falta, a meio-campo. O critério apertado não pareceu depois uniforme, mas o FC Porto também se deve queixar de si próprio. Há dias de menos inspiração e os golos que pareciam cair do céu frente ao BATE Borisov não surgiram desta vez.
Julen Lopetegui promoveu seis alterações na equipa face ao jogo de quarta-feira: entraram na equipa José Ángel, Rúben Neves, Evandro, Tello e os estreantes em jogos oficiais Andrés Fernández e Marcano. O Boavista apresentou-se com um "onze" defensivo, em que a primeira função dos alas era ajudar a "tapar" os corredores e em que Zé Manuel deambulava sozinho na frente de ataque.
Claro que o estado do relvado não favoreceu a equipa que queria atacar e trocar a bola, mas o terreno até aguentou bem a violenta bátega de água e a situação só se complicava na grande área da baliza Sul. Esse facto foi suficiente para os Dragões perderem um lance de golo certo: aos 15 minutos, Tello roubou uma bola a meio-campo e avançou para baliza, servindo o isolado Brahimi, só que a bola ficou caprichosamente presa na relva. Quatro minutos depois, Rúben Neves rematou de fora da área, ao lado.
O golo, em boa verdade, parecia uma questão de tempo, porque a manta do Boavista era tão curta que mal chegava ao meio-campo contrário. Porém, o cenário alterou-se com a expulsão de Maicon, por falta sobre Anderson Correia, aos 25 minutos. Lopetegui optou por não fazer entrar um novo central em campo, até porque a atitude do Boavista não se alterou: bem fechadinhos cá atrás continuou a ser o lema. Rúben Neves foi compensando a falta de Maicon, com uma ajuda extra dos laterais e um maior esforço colectivo. Aos 35 minutos, Mika evitou um golo de cabeça de Jackson, após um canto, e Anderson Correia assustou pela única vez Andrés Fernández, num contra-ataque que terminou com um remate às malhas laterais.
Na segunda parte, Casemiro substituiu Evandro, assumindo a função híbrida de segundo central/médio defensivo, e o FC Porto encontrou um equilíbrio que lhe permitiu continuar a dominar por completo o encontro. Porém, não deixava de se notar a falta de mais uma unidade e havia que trabalhar a dobrar para causar desequilíbrios, que surgiram mesmo: aos 57 minutos, Tello, isolado por Herrera, atirou por cima; aos 64, um "tiro" de pé esquerdo de Jackson obrigou Mika a nova defesa; Herrera, aos 77, em posição frontal, rematou por cima.
O "massacre defensivo" da equipa do Bessa deu frutos, mas é impossível elogiar o futebol de uma equipa com superioridade númerica e que termina o encontro com 18 por cento de posse de bola e apenas dois remates (nenhum na segunda parte), contra 20 dos Dragões. A luta pelo título continua na sexta-feira (20h30), no terreno do Sporting.
in: fcporto.pt
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