Brahimi. Este é o nome que vai andar na boca dos adeptos do FC Porto e por toda a Europa nos próximos dias. O internacional argelino assume-se como uma das melhores contratações da renovada equipa dos dragões e na sua estreia na fase de grupos da Liga dos Campeões apontou um hat-trick frente ao BATE Borisov. Quando saiu aos 59 minutos para dar lugar a Evandro, foi enorme (e merecida!) a salva de palmas que recebeu. O Dragão está rendido a Brahimi.
Mas comecemos pelo início. À imagem do que tem feito em quase todos os jogos, Julen Lopetegui decidiu mexer na equipa para a receção ao BATE Borisov, primeiro adversário do FC Porto na fase de grupos da Liga dos Campeões. Além do esperado regresso de Alex Sandro ao lado esquerdo da defesa, o treinador espanhol apostou ainda na titularidade de Ricardo Quaresma e Adrián López para o encontro com os bielorrussos.
A aposta num esquema tático diferente que obrigava a movimentos distintos dos habituais dentro das quatro linhas justifica em parte o apagado desempenho coletivo, mas nem assim os azuis e brancos deixaram de conquistar uma vitória fácil que estava praticamente garantida ao fim de 45 minutos e que tinha a tal figura em destaque: Brahimi.
Aos cinco minutos, o argelino aproveitou uma má reposição do guarda-redes Sergey Chernik e teve a frieza necessária para inaugurar o marcador. Com um golo praticamente caído do céu, o FC Porto chegou à vantagem e para a manter valeu uma excelente intervenção de Fabiano, naquele que foi o seu grande contributo para os dragões iniciarem a campanha na Liga dos Campeões com o pé direito. Na verdade, foi a única vez que o frágil BATE Borisov teve possibilidade de fazer mossa no Dragão.
A partir daqui importa apenas explicar o que aconteceu no meio campo ofensivo do FC Porto e o que aconteceu pouco depois é...inexplicável. Uma obra de arte de Brahimi, que inventou sozinho uma jogada e ampliou a vantagem do FC Porto para 2x0, naquele que deverá ser um dos melhores golos desta edição da Liga dos Campeões. O jogo estava resolvido e mais ficou aos 37 minutos, cinco minutos depois da obra prima de Brahimi, com um cabeceamento certeiro de Jackson Martínez.
O dragão «cuspiu fogo» na primeira vez que teve que mostrar a sua capacidade de reação após um resultado negativo (empate em Guimarães) e com isso os adeptos azuis e brancos viveram uma noite de glória europeia que há muito não viviam e que deixa perspetivas animadoras para os próximos compromissos.
in: zerozero.pt
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